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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A importância da Gestão de Custos nas PME'S


Muitas vezes as empresas e, principalmente, as pequenas e médias, ao compararem o seu volume de vendas com o reflexo em caixa, percebem um resultado abaixo do esperado. A conclusão mais simples a que chegam é que deveriam aumentar os preços de seus produtos e serviços.
Em uma economia estável como a que o Brasil registra hoje, esse pode ser um dos caminhos mais comuns a ser utilizado, desde que o reajuste efetuado seja absorvido pelo mercado e reflita no aumento do volume de negócios. Em contrapartida, essa medida pode ser menos eficaz para empresas que projetam ampliar seu campo de atuação e, portanto, deve ser seguida com cautela, traçada após as devidas análises da concorrência, do mercado e do público-alvo de uma empresa. Uma alternativa que se mostra mais ágil e até mais eficiente, no que diz respeito ao aumento da produtividade, é a reestruturação das operações internas, avaliando oportunidades de reduzir custos. Embora não haja uma fórmula específica, uma das medidas sugeridas é a de um acompanhamento contínuo dos empreendedores em todo o processo de gestão das despesas. Isso é possível por meio de mecanismos, sistemas e ferramentas internas que permitam conhecer determinadas situações e, assim, tomar decisões mais assertivas.


Recente estudo do Sebrae-SP mostra que a maior parte (86%) das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas não conhece a composição exata dos custos do principal produto ou serviço que oferece no mercado. Outra pesquisa, da consultoria Nielsen, sobre as perspectivas das MPE's na América Latina, comprova que a falta de gestão sobre os custos aumenta a vulnerabilidade das empresas em médio prazo.Nesse sentido, é importante identificar onde estão os principais gastos da empresa desde os mais básicos, como energia elétrica, telefonia e combustível, até os mais complexos, como estrutura e processos. Muitas vezes, ideias criativas e pesquisa de mercado já podem surtir efeitos quase imediatos: racionalizar a utilização de aparelhos eletrônicos, buscar tecnologias alternativas para serviços de voz/internet e, até mesmo, aliar-se a parceiros especializados que possam contribuir com a gestão de despesas operacionais.


Para citar outro exemplo, ainda segundo os estudos acima, no que se refere a métodos de pagamento, aproximadamente 76% das PME's brasileiras utilizam formas ineficientes de pagamento, como cheque e dinheiro, para seus gastos cotidianos, mesmo considerando que o uso de ambos varia de acordo com o tamanho da empresa, de acordo com as pesquisas. Os estudos indicam ainda, que apenas 3% utilizam cartões de crédito ou débito, sejam empresariais ou pessoais.


Para a pequena e média empresa ter uma vida saudável, é preciso separar os gastos pessoais dos empresariais, portanto, saber gerir as despesas do negócio não é só uma necessidade de grandes empresas, mas fator crítico de sucesso no mundo corporativo atual.


Estudos à parte, em uma economia onde a concorrência é grande inovar, tornou-se uma prática necessária para colher bons resultados Ao fazer a 'lição de casa' bem feita, o pequeno e médio empreendedor pode ganhar mais tempo e dinheiro para investimentos internos, como em infraestrutura, tecnologia, capacitação de colaboradores e aumento da produção. Tudo sem prejudicar o funcionamento de sua empresa.

Fonte: Mauro Lúcio Barros/ Portal da Administração

domingo, 31 de outubro de 2010

Prêmio Mérito Empresarial - Pesquisa Top of Mind 2ª Edição



A Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - Campus do Pantanal realizará no dia 11 de novembro a premiação dos vencedores da pesquisa “Top Brands – A Força das Marcas na Mente do Consumidor Corumbaense”.A cerimônia acontecerá às 20:00h no anfiteatro Salomão Baruki, da UFMS. O Mérito Empresarial é uma certificação reconhecida pela Associação Comercial e Empresarial de Corumbá (ACIC) e UFMS/CPAN aos empresários. Serão premiadas as empresas que mais se destacaram na avaliação dos consumidores nas 29 categorias, pesquisadas pelas marcas mais lembradas pelos consumidores corumbaenses.

A PESQUISA

Trata-se de uma pesquisa de marketing básica que tem a curiosidade intelectual como principal motivação e a compreensão como principal objetivo, desenvolvida por alunos do 6º Semestre do curso de Administração/CPAN, visando ampliar, desenvolver ou aprofundar seus conhecimentos de marketing. A coordenação dos trabalhos é do Profº Roberto Domingues Galeano.Este trabalho conta com a parceria da Associação Comercial e Empresarial de Corumbá/ACIC que comemora seu centenário neste ano de 2010.A pesquisa de top of mind é uma ferramenta eficiente para avaliar a percepção da marca aos olhos do cliente, e auxiliar os administradores a estabelecer objetivos que norteiem a empresa na busca por um diferencial competitivo. Top of mind é usado para descrever quando a mente de clientes de um segmento visualiza e reconhece uma marca. Não é sinônimo de produtos mais vendidos, é a lembrança imediata e espontânea de uma marca associada a algum bem ou serviço. As empresas de sucesso procuram ser a primeira marca ou negócio no pensamento de seu cliente. Neste movimento quem é top of mind quer manter, quem não é, quer, urgentemente, ser, pois as marcas top of mind são ganhadoras de mercado. O que forma o brand equity (valor da marca) é a lembrança gerada pela marca, a relevância do produto ou serviço e as associações favoráveis e exclusivas feitas pelo consumidor.
O estudo tem como objetivo avaliar a percepção da marca aos olhos do cliente, relacionada a alguns segmentos de produtos e serviços ofertados em Corumbá, tendo como ferramenta a pesquisa de top of mind.

METODOLOGIA DE PESQUISA

O método empregado foi o quantitativo por meio de entrevistas pessoais com base em um questionário estruturado contemplando questões de lembranças de marcas de 26 categorias de produtos e serviços oferecidos em Corumbá, como bens de consumo duráveis, não duráveis e serviços. Foram adicionados mais três questionamentos com o objetivo de identificar junto aos respondentes as empresas com políticas ou programas voltados à "Preservação do meio ambiente" e com a "Responsabilidade social", bem como um questionamento sobre "Personalidade política" que está em primeiro lugar na mente das pessoas.

Público – Alvo

O universo está composto pela população a partir de 16 anos residentes e domiciliadas em Corumbá.

Plano Amostral

Para atingir os objetivos propostos pelo estudo, foram realizadas entrevistas com uma amostra de 406 pessoas residentes e domiciliadas nos bairros Aeroporto/Dom Bosco, Universitário/Maria Leite, Popular Nova/Popular Velha, Nova Corumbá e Centro da cidade de Corumbá. Os entrevistados foram selecionados por meio de critério probabilístico garantindo a todos os elementos do universo chances iguais de serem selecionados para a pesquisa. Foram eliminados sete questionários por conterem dificuldades de entendimento e ocorrência de vieses quanto às respostas fornecidas. A margem de erro da pesquisa é de +/- 4,5%, para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%. Isso significa que se fossem realizados 100 levantamentos simultâneos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro prevista.

ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA

Na pesquisa Top of Mind, realizada pelo curso de Administração/CPAN/UFMS em parceria com a ACIC, no mês de setembro em Corumbá, o PANOFF e a TV MORENA/GLOBO são as lideres na mente dos consumidores, as Top do Top. O PANOFF atingiu 88% de citações contra 82,3% da TV MORENA/ GLOBO. Depois das duas campeãs aparecem a loja de material de construções WANDERSON, com 66,3%, a COPAGAZ, com 64%, a STYLLUS, com 60%, a farmácia SANTO ANTONIO, com 56,4%, a livraria e papelaria SANTO ONOFRE, com 56% e a pizzaria FIORELLA, com 49,5%.
Nesta segunda edição houve a inclusão de mais dois segmentos: Distribuidora de Gás e Loja de Tintas. Os destaques destes dois segmentos foram a COPAGAZ e a CASA NOSSA SENHORA APARECIDA, prevalecendo a tradição e o pioneirismo, como quesito de lembrança na mente do consumidor.
Dos respondentes, 53,7% são do sexo feminino e 46,3 do sexo masculino. Tivemos uma participação maior da faixa etária de 31/50 anos, com 39,7%, vindo a seguir a de 22/30, com 24,6%. Em escolaridade o Ensino médio participa com 53,9%, o Ensino fundamental, com 26,8% e o Ensino superior, com 17%.
Fatores como pioneirismo, tradição, exposição constante na mídia, participação em eventos, estratégias de marketing, investimentos na comunicação da marca, bom atendimento, produtos de qualidades, valorização que dispensam ao cliente, imagem responsável e ética, podem contribuir com a valorização e consolidação da marca perante o consumidor final, porque atrás de uma marca tem valores.

O resultado você cofere a seguir.

UFMS aponta marcas líderes de mercado em Corumbá


A Universidade Federal do Mato Grosso do Sul- Campus do Pantanal realizou pelo segundo ano a pesquisa “Top Brands – A Força das Marcas na Mente do Consumidor Corumbaense” apontando as marcas líderes da cidade em 29 segmentos. A edição 2010, segundo o professor e coordenador Roberto Domingues Galeano, teve por objetivo dar subsídios para que as empresa de Corumbá aprimorem a gestão de suas marcas.
Em entrevista dada ao jornal Diário Corumbaense o professor explicou as expectativas dos empresários quanto a divulgação dos resultados.“Com alguns empresários que conversei gerou expectativas. Houve ainda aqueles que ficaram meio desconfiados do significado do trabalho. Explicamos sobre a lembrança da marca e sua importância. A partir do momento que a marca está na cabeça do consumidor mostra que ela é forte. Em qualquer momento, em que o consumidor não tenha tempo para fazer uma pesquisa para adquirir determinado produto, por exemplo, ele vai procurar aquele que está em sua mente. É o grau de lembrança”, disse. A proposta estimula as empresas a trabalharem mais com estratégias e competitividade.

A Pesquisa Top of Mind

As entrevistas foram realizadas pelos acadêmicos do 6º período de curso de Administração da UFMS-CPAN, nos dias 18 e 19 de setembro ouvindo pessoas domiciliadas em Corumbá, com idade a partir de 16 anos.
Os 406 entrevistados responderam a mesma pergunta para todos os segmentos e as respostas foram declaradas espontaneamente. A pergunta apresentada era básica e mudava de acordo com a categoria: “Quando eu falo em (segmento) qual o nome que lhe vem em primeiro lugar à cabeça?”
O trabalho de campo dividiu a cidade em cinco regiões aglutinando os seguintes bairros: Aeroporto-Dom Bosco; Universitário-Maria Leite; Popular Nova- Popular Velha; Nova Corumbá e Centro.
A margem de erro encontrada é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Isso quer dizer que se forem feitos 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95% dos casos o resultado estaria dentro da margem de erro.

Segmentos

As categorias pesquisadas foram: supermercados; emissoras de TV; farmácias e drogarias; lojas de material de construção; agência bancária (pública e privada); academia de ginástica; agência de viagem; loja de autopeças; loja de tintas; livraria e papelaria; ótica e relojoaria; panificadoras; restaurantes; pizzarias; loja de conveniência; concessionárias de veículos; postos de combustíveis; distribuidora de gás; loja de eletrodomésticos; operadora de telefonia móvel; loja de roupas; colégio particular; salão de beleza; emissora de rádio; jornal impresso; preservação do meio ambiente; responsabilidade social; personalidade política.

sábado, 2 de outubro de 2010

As 20 empresas mais admiradas no mundo


Capacidade de atrair e reter talentos, liderança e gestão de desempenho qualificadas e boa estratégia e execução são alguns fatores que diferenciam as “20 empresas mais admiradas no mundo”.
A Fortune combinou a pesquisa a "Empresa Mais Admirada da América" (AMAC) com o estudo "Empresa Mais Admirada do Mundo" (WMAC) para gerar um único ranking global. No geral, foram pesquisadas 667 empresas de 33 países. As análises envolviam desde a capacidade de atrair e reter talentos até a eficácia na condução global dos negócios.
Com base nos resultados, a consultoria Hay Group focou os números em questões relacionadas ao engajamento dos profissionais para fazer uma pesquisa conduzida pela gerente de pesquisas organizacionais, Caroline Marcon. Observou-se que as mais admiradas definem engajamento de maneira clara, além de cobrarem resultados de seus gestores, executivos e profissionais do RH (Recursos Humanos).

As 20 empresas mais admiradas em todo o mundo

1º Apple
2º Google
3º Berkshire Hathaway
4º Johnson & Johnson
5º Amazon.com
6º Procter & Gamble
7º Toyota Motor
8º Goldman Sachs Group
9º Wal-Mart Stores
10º Coca-Cola
11º Microsoft
12º Southwest Airlines
13º FedEx
14º Mc Donald's
15º IBM
16º General Electric
17º 3M
18º JP Morgan Chase
19º Walt Disney
20º Cisco Systems

Fonte: Hay Group


Engajando com sucesso

Quando perguntado aos executivos qual a frequência com que eles compartilham as informações sobre níveis de engajamento dos profissionais, verificou-se com sobras a profundidade da questão.
Enquanto 33% dos executivos dos grupos de empresas não tão admiradas afirmavam informar os investidores sobre engajamento interno, esse número avançava para 45% quando se tratava de algum empresário das admiradas.
O mesmo processo de aviso sobre o engajamento interno acontece nas conversas com novas contratações - em 65% das empresas mais admiradas e em 56% das não tão admiradas - e nas com clientes atuais ou potenciais - 51% e 30%, respectivamente.
De acordo com a pesquisa, verificou-se que as empresas que investiram em engajamento reduziram, principalmente, o turnover e as reclamações em relação a salários justos e equitativos, além de criarem uma vantagem competitiva no mercado.


Maiores informações no Portal da Administração

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Administração: Um mercado promissor!


Uma pesquisa realizada pela Ricardo Xavier Recursos Humanos, constatou que os profissionais de Administração estão em segundo lugar entre as carreiras com mais demanda de vagas do país, perdendo apenas para Engenharia. O fato de os administradores estarem entre os profissionais mais solicitados no mercado pode ser um sinal que é há bastante campo para absorção dos formandos nesta área. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), Wallace de Souza Vieira, hoje existem 785 mil alunos matriculados em cursos superiores de Administração no Brasil. No Rio de Janeiro são 61.218. O número de concluintes por ano no Rio é de 6.940. "É um quadro animador para a profissão. O processo se torna mais competitivo, os mais bem preparados são os que vão chegar. Existe um mundo de possibilidades, por isso temos tantos estudantes procurando", declara o presidente. Para colher os dados da pesquisa, a consultoria se baseou nas vagas que o mercado está oferecendo. O estudo apontou que entre 2 mil oportunidades, 13,45% são destinadas à área de Administração. "Fazemos todo um levantamento de informações acadêmicas e de exigências do mercado, assim como também as empresas que estão contratando, e vimos que há mais oferta de emprego sim. E o administrador tem um campo de atuação muito vasto, o que também facilita", explicou Priscilla Telles, gerente executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos.

A colaboradora da consultoria responsável pelos dados, afirma que a melhor forma de aproveitar o cenário atual, é através do tão falado networking. "Para os profissionais é mais fácil, por já estarem incluídos no mercado. Mas a dica é construir uma rede de relacionamento e também assim como se manter informado por meio dos sites das empresas de recursos humanos que trazem muitas informações, nos próprios jornais". Já Wallace, do CRA-RJ, vê na educação continuada a melhor forma de manter-se valorizado no mercado de trabalho. "Buscar estar antenado sempre. A dica chave é manter-se atualizado. Sempre foi um desafio para o administrador ou qualquer área de atuação, na sociedade do conhecimento, manter-se permanentemente atualizado. Não só graduar-se mas continuar permanentemente a se preparar. A faculdade só não basta. É preciso investir na renovação de conhecimento, de saberes, estar antenado nesse mundo da informação e a partir disso aí saber adequar ao que o mercado está pedindo num processo permanente de atualização profissional", sugere o presidente.


Fonte: Folha Dirigida - RJ

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dicas sobre o uso correto do twitter no trabalho




Quem já não consegue viver sem twittar pelo menos meia dúzia de mensagens por dia nem sempre avalia os impactos que o uso desta rede social pode trazer para carreira. Nada demais em aderir a esta nova onda, o perigo, no entanto, é perder a noção de alguns limites. Afinal, os twits de agora estarão nos computadores de dezenas (ou centenas e quem sabe até de milhares) de pessoas em questão de minutos.

Fica difícil então dizer ao chefe que não teve tempo de concluir aquele relatório quando o twitter entrega dezenas de mensagens postadas na tarde anterior. O conteúdo de cada perfil pode ser outro problema. Dá mesma forma que nem sempre pode-se dizer tudo que vem a mente, também deve-se tomar cuidado para não twittar frases muito reveladoras ou de mal gosto.

O novo “queridinho virtual”, ao mesmo tempo em que se configura como eficaz ferramenta de comunicação, inclusive para o ambiente empresarial, pode ser um grande foco de distração para os funcionários ou uma vitrine para entregar pessoas inconvenientes. Para a especialista em comportamento corporativo e professora da Fundação Getúlio Vargas Daniela do Lago, o segredo para o bom uso do Twitter é adotar uma postura adequada aos padrões da empresa e abusar do bom senso. Veja 10 dicas da especialista para twittar sem errar:
1 - O Twitter é ambiente público

O Twitter é uma ferramenta veloz e tem largo alcance. Por isso, pense bem antes de postar uma mensagem. O que se “twitta” ganha grande visibilidade e a repercussão é sempre amplificada. Estamos expostos, tanto para admiração como para críticas: lembre-se disso.


2 - Opiniões fortes sobre assuntos polêmicos

No Twitter, são naturais as discussões de idéias. É sempre bom, no entanto, tomar cuidado com comentários sobre temas polêmicos – como religião, política e opções sexuais. Cada ser humano tem seus valores e uma opinião extremada pode ferir os valores de alguém. Cuidado com as animosidades desnecessárias.

3 - Cuidado para não ser mal interpretado

Evite muitas abreviações. Apesar de permitir apenas 140 toques, não é necessário espremer tudo em uma mensagem. Sempre considere o que os demais irão entender. Escrever para si não funciona e pode gerar muitos conflitos. Evite ser mal interpretado.

4 - Fofoca que sufoca

A fofoca nunca é recomendada. Um fofoqueiro dificilmente será promovido por não ser bem quisto pelos demais. Não fale de ninguém. Ninguém ganha pontos ao ficar depreciando uma pessoa. Você acaba sendo visto como aquele que vive falando mal dos outros, e estraga a própria imagem.

5- Cuidado com os desabafos

O Twitter pode ser usado como um canal pelo qual os profissionais desabafam de modo informal sobre acontecimentos da empresa. Um desabafo pode ser mal interpretado por um colega e, no futuro, ser usado contra aquele que desabafou.

6- Pense bem antes de escrever informações da empresa

Fique atento - às vezes uma informação simples para você, pode causar sérios prejuízos à empresa.

A executiva de uma grande indústria de beleza me confidenciou um caso interessante: ela possui Twitter e “segue” vários profissionais de empresas concorrentes. Certa vez, um comentário de uma dessas pessoas lhe chamou a atenção. De acordo com ela, a concorrente afirmava estar, naquele momento, em um órgão do governo para conseguir autorização de venda de um novo produto. Sabendo disso, a executiva agilizou o processo interno de sua empresa e antecipou o lançamento de um produto similar antes que a concorrência obtivesse tal licença. Sem essa informação, talvez isso não ocorresse.

7 -Foque em informações gerais

Evite escrever informações precisas sobre o que se está fazendo, mesmo que seja essa a proposta inicial do Twitter. Dependendo da profissão, isso pode gerar problemas. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, perdem a credibilidade se disserem que dormiram até mais tarde ou foram passear.

8 -Excesso de exposição

Tenha cuidado ao exibir fotos na web. Nem todas as imagens da última festa na empresa devem ter link no seu Twitter, afinal, alguém pode ver e não gostar (um futuro empregador, por exemplo). Além disso, as pessoas que estão na foto também podem não querer ver suas fotos publicadas na web.

9- Não fale mal do próprio emprego

Não se deve falar mal da empresa na internet em hipótese alguma. Além de ser horrível, tal atitude acarreta perda de respeito e confiança das pessoas com quem se está interagindo. Claro que um comentário ocasional não vai provocar grandes estresses. Mesmo assim, fique atento. Se não conseguir se “conter“, pense e procure escrever frases muito abertas de forma que ninguém possa ligar os fatos à empresa.

10- Não ligue para seus críticos

Estamos expostos no Twitter, tanto para admiração, quanto para críticas. Os críticos fazem parte da vida, algo que todos temos de encarar. A única maneira de se evitar críticas é vivendo uma vida isolada – o que, definitivamente não ocorre ao se usar o Twitter. Lembre-se, o comentário que seus seguidores adoram pode irritar outras pessoas e, por mais que tentemos evitar, sempre haverá alguém para nos criticar.

Fonte: UOL Economia/ Canal Executivo

Novos Líderes


Os bons livros de gestão e escritos por CEOs bem-sucedidos geralmente relacionam todas as qualidades que o líder deve ter para administrar com sucesso as corporações. A lista das características, algumas óbvias e ditadas pelo bom senso, e outras nem tanto, vem crescendo na medida em que o universo corporativo se transforma, pressionado pela necessidade de globalização das empresas. Há décadas, pouco mais se exigia de um CEO do que inteligência, habilidade com os negócios e conhecimento do ramo. O mundo, no entanto, tornou-se mais complexo e as empresas querem verdadeiros líderes, e não mais aquele “chefe” do passado que ficava dando ordens atrás de uma escrivaninha.

A globalização, por exemplo, impôs que o executivo tenha uma visão mais ampla do negócio, do mercado e do próprio mundo. Antes, bastava que operasse na esfera do conhecido – ou seja, dominasse as operações e atividades que se realizavam dentro dos muros de sua fábrica e de seu escritório. Hoje, os líderes devem ter também a capacidade para trabalhar com o desconhecido, com as ambigüidades, fora da área de conforto. A atuação global também aumentou os riscos, em todos os aspectos. As empresas lidam com diferentes legislações, economias e culturas, o que exige do líder conhecimento das diversas realidades e, sobretudo, flexibilidade para adaptar-se à diversidade. Nesse particular, a capacidade de comunicação tornou-se uma qualidade imprescindível aos executivos.

Nas empresas insulares do passado, com diversos níveis hierárquicos, havia uma grande distância entre os líderes e os stakeholders, como empregados, fornecedores e clientes. Esses públicos estratégicos ganharam mais força e poder na sociedade moderna, o que obrigou as corporações a ampliar e fortalecer os canais de comunicação e colocar seus líderes na linha de frente.

Um dos exemplos mais visíveis e curiosos no caso brasileiro foi a ação que a Ford do Brasil empreendeu para reconquistar os clientes usando o então presidente da montadora Antônio Maciel Neto, como garoto propaganda de seus carros. É comum, por exemplo, o CEO fazer road shows para ganhar ou fortalecer a confiança dos acionistas. Tão logo assumiu a presidência do Santander no Brasil, o colombiano Gabriel Jaramillo fez um tour pelas agências do banco para olhar os empregados nos olhos e comprometê-los com os objetivos da instituição, que acabava de comprar o Banespa. Vale lembrar também o exemplo do saudoso comandante Rolim, que costumava recolher os cartões de embarque e cumprimentar pessoalmente os passageiros da TAM. Nos principais lançamentos de produtos, Steve Jobs, da Apple, e Bill Gates, da Microsoft, atuam como verdadeiros showmen para seduzir os consumidores.

Esses e muitos outros casos, mais do que ações de marketing, mostram que os líderes devem suar a camisa e gastar a sola do sapato para se comunicar com seus stakeholders. O executivo não pode ser mais aquele chefe enclausurado no bunker da empresa disparando ordens por e-mails.

A globalização impôs novas exigências para os líderes de empresas globais, além do conhecimento de gestão, da capacidade de inovar, de se adaptar de forma rápida e eficiente à nova realidade e de prever cenários e o futuro. Outro grande desafio é trabalhar com times de diversos países, multiculturais, e criar relacionamentos e alianças estratégicas ao redor do mundo que ajudem a desenvolver os negócios.

Por: Marcelo Mariaca - presidente da Mariaca, parceiro global para o Brasil da Lee Hecht Harrison e da InterSearch Worldwide Ltd., e professor do MBA da BBS – Brazilian Business School, associada à Universidade de Richmond.